14 anos do 11 de setembro

s02_2H469523por Marcos Hiller, editor desse portal

Há 14 anos, nesse exato instante, acontecia o maior atentado terrorista da história. Lembro como se fosse hoje. Trabalhava no BankBoston, edifício GSP, rua Líbero Badaró, centrão de São Paulo. Tava indo pegar um café, passo pela mesa do meu amigo Pepê (Pedro Paulo Oliveira de Moraes)​ e ele me mostra a capa do UOL com a foto do avião cravado na primeira torre… ingenuamente, comentamos: “nossa, o piloto devia estar bêbado”… logo depois fomos todos para uma sala de reunião onde assistimos ao vivo o desfecho dos atentados, o segundo avião, etc.

Desde então, me tornei um assíduo interessado por essa história do 11 de setembro. Comecei a ler tudo sobre o tema. Gosto muito particularmente do livro “Plano de Ataque” de Ivan Sant’anna que, pesquisou durante 5 anos os atentados. O livro dele mostra todos os detalhes, os bastidores, como: os membros da Alqaeda estavam brigados entre si, tinha tudo para dar errado, mas no final, foi super “bem sucedido” para eles; os exaustivos treinamentos dos terroristas no Afeganistão de como matar apenas com um estilete, cortando a veia jugular de cima pra baixo, eles treinavam com camelos, depois executaram a técnica na tripulação dos aviões; o relato das cartas que os terroristas deixaram para suas namoradas antes de seguiram com a missão suicida; as mensagens das caixas-pretas onde todos os pilotos gritavam “Alá é o maior!!!” sempre no momento do impacto dos aviões com o alvo. Enfim, é algo fúnebre, devastador, vil e diabólico, mas, pra mim pelos menos, algo esclarecedor para compreender até que ponto pode ir a mente humana, toda a motivação religiosa que motivou o plano, etc.

Anos depois, estive em Nova York… e pude conhecer um museu do 11 de setembro, meio cara de memorial, que foi montado, lá se podia ver em vitrines garfos entortados dos aviões, um sapato todo destruído de uma das aeromoças, entre outros vários detalhes. Uma certa espetacularização e mercantilização da tragédia que achei um tanto quanto desnecessária. Os americanos gostam disso. O atentado ganhou um potente holofote midiático e depois virou filme, documentários, web series, e quantos eteceteras mais você quiser.

Estive ano passado no pé da nova torre, conheci o magnânimo, megalomaníaco e faraônico, ONE World Trade Center, mais alto, mais imponente, maior. Hoje em dia, ali nesse local, é rota de aviões comerciais que passam poucos quilômetros acima da nova torre. No ar, um recado simbólico de “vamos ver se vocês conseguem derrubar esse agora!!!”…. Nesse dia, quando estava lá, ao olhar a torre nova, ver novos aviões passando ali a cada minuto, me senti mal, tive uma espécie de mal súbito, queria sair dali de qualquer jeito, peguei um taxi e me mandei pra Midtown… é um lugar que paira uma energia ruim. Após a sua conclusão, em 2014, o ONE World Trade Center se tornou o edifício mais alto nos Estados Unidos, estando a uma altura de 541,3 metros, e entre os mais alto edifícios de todo o mundo.

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