18 anos do 11 de setembro

s02_2H469523por Marcos Hiller, editor desse portal

Há 18 anos, nesse exato instante, acontecia o maior atentado terrorista da história. Lembro como se fosse hoje. Eu trabalhava no BankBoston, edifício GSP, rua Líbero Badaró, centrão de São Paulo. Tava indo pegar um café, passo pela mesa do meu amigo Pepê (Pedro Paulo Oliveira de Moraes)​ e ele me mostra a home do UOL com a foto do avião cravado na primeira torre… ingenuamente, comentamos: “nossa, o piloto devia estar bêbado”… logo depois fomos todos para uma sala de reunião onde assistimos ao vivo o desfecho dos atentados, o segundo avião, etc.

Desde então, me tornei um assíduo interessado por essa história do 11 de setembro. Apesar de quase 3000 mortos, eu criei um genuíno interesse por esse tema. Comecei a ler tudo sobre o 11 de setembro. Gosto muito particularmente do livro “Plano de Ataque” de Ivan Sant’anna que, pesquisou durante 5 anos os atentados. O livro dele mostra detalhes minuciosos, algo dos bastidores, como: os membros da Alqaeda estavam brigados entre si e tinha tudo para dar errado o chamado “projeto Aviões”, mas no final, foi super “bem sucedido” para eles. O livro descreve também os exaustivos treinamentos feitos pelos terroristas no Afeganistão de como matar apenas com um estilete na mão, cortando a veia jugular de cima pra baixo. Eles treinaram com camelos, depois executaram a técnica na tripulação dos aviões. E o relato das cartas que os terroristas deixaram para suas namoradas antes de seguiram com a missão suicida; as mensagens das caixas-pretas onde todos os pilotos gritavam “Alá é o maior!!!” sempre no momento do impacto dos aviões com o alvo. Enfim, é algo fúnebre, devastador, vil, mas, pra mim pelos menos, algo esclarecedor para compreender até que ponto pode ir a mente humana, toda a motivação religiosa que motivou o plano, etc.

Anos depois, estive em Nova York algumas cerca de nova vezes… e pude conhecer um museu do 11 de setembro, meio cara de memorial, que foi montado, lá se podia ver em vitrines garfos entortados dos aviões, um sapato todo destruído de uma das aeromoças, entre outros vários detalhes. Uma óbvia e clara espetacularização da tragédia que achei um tanto quanto desnecessária. A cultura americana preza isso. O atentado ganhou um potente holofote midiático e depois virou filme, documentários, web series, e quantos eteceteras mais você quiser.

Na minha última viagem para NY estive no pé da nova torre, conheci o magnânimo, megalomaníaco e faraônico, ONE World Trade Center, mais alto, mais imponente, maior. Hoje em dia, ali nesse local, é rota de aviões comerciais que passam poucos quilômetros acima da nova torre. No ar, um recado simbólico da nova torre “vamos ver se vocês conseguem derrubar esse agora!!!”…. Nesse dia, quando estava lá, ao olhar a torre nova, ver novos aviões passando ali a cada minuto, me senti mal, tive uma espécie de mal súbito, fiquei meio sem ar, queria sair dali de qualquer jeito, peguei um taxi e me mandei pra Midtown… é um lugar que paira uma energia esquisita, pelo menos pra mim. Após a sua conclusão, em 2014, o ONE World Trade Center se tornou o edifício mais alto nos Estados Unidos, estando a uma altura de 541,3 metros, e entre os mais alto edifícios de todo o mundo.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *