Como me tornei um palestrante

por Marcos Hiller, editor desse portal.

marcos hiller unitoledo ciberculturaMuito prazer! Meu nome é Marcos Hiller, e eu sou um palestrante. Falo isso com a boca cheia e com a maior tranquilidade do mundo. Se esse meu texto te soar como algo arrogante, presunçoso, pedante, lamento pois essa não é minha intenção. Meu objetivo aqui é dar um caminho, uma luz, uma ideia a pessoas que pensam um dia em se tornar palestrantes, falar para várias plateias, disseminar ideias para grupo de pessoas, etc.

Nos últimos anos dei mais de 200 palestras em empresas, universidades, eventos, encontros, simpósios, etc, etc, etc. Eu gosto de dar palestra. Adoro escolher a roupa que vou usar. Fazer a barba. Gosto de dar aquela penteada final no PowerPoint, se bem que tenho abandonado o PPT de uns anos pra cá. E o mais curioso de tudo é que nunca tive um sonho de me tornar palestrante. E acho que outros palestrantes também nunca tiveram esse desejo distante. As coisas foram acontecendo, os convites foram surgindo e a coisa rolou. Sou um professor, sou um pesquisador, acho que nasci pra isso, sou um inquieto estudioso. Então as coisas acabam acontecendo. Disseminar ideias, conhecimento e reflexões é o meu propósito de vida. Dou aulas hoje na FAAP, FIA-USP, ECA-USP e PUC-PR. Conto todos os detalhes de minha trajetória pessoal, profissional e acadêmica aqui nesse texto. E falo um pouco de meu repertório como palestrante de eventos aqui nesse outro texto.

Uma coisa que sempre gostei de fazer foi compartilhar minhas ideias. Nos últimos anos sempre procurei escrever bastante, publicar meus textos, minhas ideias e meus pensamentos em diversos sites, tanto no meu blog do Hiller (hoje já falecido, RIP), aqui nesse meu novo portal e em diversos sites que me convidavam, como o Portal Administradores, Olhar Digital e outros por aí. Dou chech-in em tudo que é canto pelo swarm. Escrevi 2 livros: “Branding: a arte de construir marcas” (que você pode comprar diretamente comigo) e “ONdivíduos” (que se pode baixar digital e gratuitamente aqui). Esse ano lanço meu terceiro livro, sobre construção de identidade no Facebook. Sou um maníaco produtor de conteúdo. Mas sempre procurei escrever algo relevante, parcial, consistente, algo que parasse de pé. A internet aceita tudo, todo mundo vira escritor, publica e-Book, escrever pensamentos, ainda mais no Facebook, esse púlpito azul que boa de nós ficamos debruçados o dia todo. Mas minha preocupação sempre foi algo que realmente fizesse sentido para meus leitores, seja lá quem eles fossem. E sempre tentei escrever algo de uma forma que se diferenciasse do senso comum.

Acho que o grande alicerce de minha estratégia foi esse compartilhamento incessante, consistente e ininterrupto de conteúdo. Tudo que faço de relevante está no meu Facebook (tanto no meu perfil pessoal, como na minha fanpage). Sim, tive que criar uma fanpage. Não que eu queira me tornar celebridade, não quero mesmo, minhas intenções passam longe disso, sou um reles professor universitário. Tenho meu Facebook pessoal. Tudo que faço de relevante publico no meu Instagram, sempre monito como está minha presença no YouTube, no Google, no Google Imagens. Uso o Google Alertas para me avisar sobre tudo que é publicado a meu respeito. Quase todas as minhas apresentações estão no meu SlideShare (não coloquei 100% delas ainda por falta de tempo mesmo). Olho meu Linkedin quase todo dia. Uso todas as principais redes sociais online em sua potência máxima. E nesse sentido, as coisas vem naturalmente, os convites para palestras e eventos surgem vegetativamente.

Saber precificar uma palestra é uma tarefa difícil e que aprendi com o tempo. Colocar o preço lá em cima é perigoso, mas também preço alto pode qualificar seus atribuitos. Colocar preço lá embaixo também pode desprestigiar sua fala. O segredo é: não cobrar nem muito, nem pouco, no valor certo. E muitos convites que surgem não têm cachê incluso. E acho isso uma tremenda sacanagem, rs! Querem que a gente trabalhe de graça??? rs! Claro que vou a muitos eventos sem receber um centavo, mas quando são eventos universitários ou evento gratuitos. Mas quando o evento ou a palestra é cobrada, eu sempre defendo o cachê pois valoriza o conhecimento e valoriza a nossa profissão, afinal, nos preparamos muitos, estudamos muito, lemos muitos para contarmos nossas histórias no palco, e tudo isso dá trabalho. E o mínimo que esperamos é que sejamos recompensados, nem que seja com dinheiro mesmo, rs!

Os temas que mais falo hoje são temas que me fascinam. Assuntos relacionados às minhas principais áreas de pesquisa: branding (a arte de construir marcas), consumo, cultura digital e redes sociais online. Aliás, teria um imenso prazer de dar uma palestra na sua cidade, empresa ou universidade de você que lê esse texto despretensioso (mas cheio de pretensão).

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