Bengala no BK: errou? recuou? aprendeu?

por Marcos Hiller

Poxa, Rei do Burger! Me ajudem a te ajudar… Jamais usem o Kid Bengala, um porn star, em uma campanha de comunicação de marca. Em qualquer outro local do mundo isso jamais seria feito. Mas no Brasil, onde, aparentemente, tudo é possível, foi feito! E recuaram após o backlash ser muito severo, e com total razão.

Marketeiros do BK, peguem um caderninho e escrevam mil vezes isso.
Repitam comigo: Não se usa o Kid Bengala, um porn star, em uma campanha de comunicação de marca. Simples assim!

Ainda que qualquer pessoa ou celebridades possuam determinados atributos X, Y ou X, o rapaz protagonista da campanha possui características fálicas proeminentes e altamente sexualizadas dentro de um recorte áudio-visual cinematográfico tosco, bizarro, anacrônico e, essencialmente, descabido para os dias atuais. Exagerei no eufemismo aqui né? Vocês juram que queriam pegar emprestado esses atributos do cara para atribuir a uma marca que acabou de passar pelas mãos da JKR GLOBAL (um dos mais magníficos estúdios de branding e design do mundo)? Sem falar da história e do legado do BK, que reúne campanhas sensacionais.

“Ahhhh, mas tudo está muito chato hoje em dia com essa galera WOKE?” Sim, está! Denominem como quiserem! A marca é uma construção simbólica na cabeça das pessoas, ela se dá no social. E isso deve ser feito com extrema, eu disse EXTREMA em CAPS LOCK, responsabilidade e respeito.

BK costuma parodiar o palhaço de cabelo vermelho do concorrente né? mas veja só, que santa ironia do destino! Ninguém freou isso dentro da empresa? Nem um estagiário mais lúcido? Que loucura! De novo! Repitam comigo! Como um mantra do Yoga…. OWMMMMMMMMMM….
“Não se usa o Kid Bengala, um porn star, em uma campanha de comunicação de marca”.

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