Mr. President, the “capoeira” does not represent our brand country

By Marcos Hiller

Post curto, porém incisivo. Tudo bem que nosso país ainda tem alguns números lamentáveis como: metade de nossos prefeitos são semi-analfabetos; só 12% de nossos jovens estão no ensino superior, sim só 12%; só 35% de nosso país acessa a internet; Brasil não aparece entre as 200 maiores universidades do mundo, e por aí vai. Mas temos outros números simplesmente espetaculares, como por exemplo: hoje somos a 7ª economia do mundo, e em 2016 seremos a 5ª economia.

O que me deixou mais indignado é a forma como nosso país o Brasil é estereotipado, quando líderes mundiais pisam no nosso solo. Simplesmente nada contra as pessoas que praticam capoeira. Mas por que diabos levar Obama e família para a Cidade de Deus assistirem crianças praticantes de capoeira? Quantos % dos jovens brasileiros praticam capoeira? Ok, era o esporte praticado pelos escravos,etc. Mas acho que temos outros “produtos” que precisariam ser enaltecidos numa visita desse quilate. Era o primeiro presidente negro dos Estados Unidos visitando o Brasil com a primeira presidente mulher. Oras, no meu ponto de vista, o que fizeram esse final de semana foi sim um processo de unbranding de nosso país. E ainda tiveram a ideia de trazer da Argentina o belíssimo quadro Abaporu da Tarsila. Sim, o dono do museo Malba de Buenos Aires é o proprietário dessa belíssima obra pós-moderna brasileira. Por que esta obra de arte não está aqui? O fato é que nosso país vai muito além desses clichês, como a capoeira, o tucano, o samba. Somos exportadores de publicidade, somos exportadores de aviões, de automóveis, de soja, de suco de laranja, e por aí vai.

Pode escrever aí: em 2014 e 2016 colocarão Gilberto Gil, Daniela Mercury e as mulatas do Sargentelli dançando, sambando, jogando capoeira no Maracanã, com cenografia de favelas ao fundo.