Propaganda, você está no corredor da morte!

Toda vez que converso com amigos, professores, consultores, agências, anunciantes, percebo hoje um eixo comum em toda a discussão que envolve propaganda. O resumo da ópera é: a propaganda funciona cada vez menos e está com os dias contados. E o curioso é que quanto menos esse negócio esse funciona, mais se investe nisso. O diagnóstico é simples: sob a ótica dos donos de agência, e na propaganda onde se ganha mais receita, certo?

Muito mais que uma mera ferramenta do processo de comunicação de marketing, a propaganda assume hoje uma responsabilidade bastante peculiar, e dentro desse contexto, eu acho que ela está sim com os seus dias contados. Diante desse cenário inédito, os planners e criativos de uma agência de publicidade devem ter como mote central de suas discussões de briefing qual o real papel dessa ferramenta, e como será feita a mensuração, etc e o que vemos freqüentemente é a preocupação central baseada em premiações, ou objetivos individuais, ou agradar o chefe.

Paralelo a isso, o nosso consumidor está visivelmente em mutação, as relações de consumo estão em mudança, novas mídias surgem a cada dia (de forma irreversível), e que atingem o chip do consumidor de forma mais direta. E os responsáveis pela propaganda no Brasil ainda não perceberam claramente esse movimento sem volta. Ou até podemos entender que percebem pois vemos hoje em dia associações como a ABAP e a ABA “fazendo propaganda” da própria propaganda, sinal que essa poderosa indústria sente-se ameaçada e com toda a razão.